Apresenta a trajetória de um acordionista de Guaramirim, que roda o Brasil por dezenas de cidades brasileiras para levar os acordes através do seu acordeon.
O recorte de jornal revela por aonde Dario Zermiani circula e difunde os acordes musicais,cuja melodia nos remete à memória rural, permeada pela alma cabocla. (Jornal de Itapeva - sp -18.10.2006-digitalização: Sirlene Müller)
Neste acorde musical, Dario Zermiani homenagea a equipe da Rádio Cristal AM, da cidade de Itapeva (SP).As andanças pelo Brasil lhe rendeu amizade e parcerias, para difusão da música caipira do Sul do Brasil.
A família Zermiani deixou suas marcas no território da Ponta Comprida, no Município de Guaramirim (SC),através da cultura do arroz. O valor pela terra, as coisas simples da vida e a paixão pela música do acordeon abriu caminhos para Dario Zermiani conhecer o Brasil sobre as rodas. Ao completar 30 anos de estrada por este pais de dimensão gigantesca, Dario já tinha ampla visão de mundo e cultura, a qual traduziu pelos acordes de seu acordeon, muitas músicas que marcaram e continuam marcando gerações. Acompanhe a seguir, os acordes desta melodia pelo acordeon da marca Todeschini.
A capa de deste CD mostra a identidade rural que permeia a vida do cantor sertanejo de Guaramirim (SC).É a vida rural que serve de inspiração e desenvoltura na interpretação sanfônica,por meio de acordes bem sertanejos.Segredo musical que aprendeu com o mestre Tiãozinho do Acordeon, de Jaraguá do Sul (SC), aonde fez aulas sob orientação técnica.
As cores da árvore do flamboyan, a árvore do Advento contribui para que a capa do CD mostre um cenário rural, marcado pela boa música do acordeon de Dario, o italiano guaramirense.
Os acordes de um acordionista de Santa Catarina. Dario é o "embaixador" da cultura da música sertaneja autêntica de Guaramirim. É o mais importante marketeiro, deste gênero, nesta cidade. Está presente em diversos estados do Brasil, com três CDs à venda em diversas lojas especializadas.
Em 05 de outubro recebia a visita do Senhor Dario Zermiani, guaramirense da gema e um apaixonado acordionista.
Nascido na localidade de Ponta Comprida, terra da imigração leto-russa (1), e colonização italiana e alemã (2). Em Ponta Comprida Zermiani passou uma infância ligada a vida rural dedicada à lavoura da cultura do arroz. Mas aprendeu desde cedo o valor da música sertaneja, pois o Dadi(Ataide Machado -in memorian), o "poeta do sertão", também foi parte desta motivação, na sua juventude.
Fone para contatos:(15)9713-0441 - Estado de São Paulo (47)9107-4625 - Guaramirim (SC)
(1) Esta imigração aportou em Ponta Comprida no fim do século XIX (1898), destaque para família Wegsding, que ainda hoje vive naquela localidade rural, produtora de arroz irrigado pelo Rio Ponta Comprida.
(2) A colonização italiana e alemã concorreram namesma época (inicio da primeira década do século XX), quando um número de familias ocuparam as terras que foram vendidas pelos letos-russos, que não se adaptaram à cultura da arrizicultura irrigada.
Os italianos se destacaram nesta localidade, visto que a cultura do arroz irrigado foi introduzida no Brasil pelos padres italianos em Rodeio (SC). De Rodeio foi atraído um número de colonos que vieram às regiões de "Campinha", Distrito de Massaranduba - atualmente Município -, na época pertencente a Blumenau. Rio Branco, Barro Branco, antigo Itapocuzinho I. Posteriormente foi transformado em Distrito, com o nome de Bananal (1919), pertencente ao Muncípio de Joinville (SC). Estes locais também receberam um contigente de colonizadores que escolheram a cultura do arroz irrigado, meio econômico de sobrevivência e expansão.
Atualmente, sou historiador da Fundação Cultural do Município de Jaraguá do Sul (SC). Tenho inúmeros blogs com a finalidade de garimpar a evolução histórica e a cultura material e imaterial ligada ao Vale do Itapocu e Jaraguá do Sul. Um trabalho que no presente momento não tem visibilidade, mas no futuro será rica fonte, para os pesquisadores à nível de Mestrado e Doutorado, nas mais diversas áreas do conhecimento. O desafio é ouvir e gravar os depoimentos do nosso maior patrimônio, o cidadão.
Além disso, registrar a cultura dos remanescentes, ligada aos hábitos e costumes das comunidades étnicas, os afro-brasileiros, suábios-húngaros, letos, poloneses, italianos, pomeranos, alemães, migrantes e outros.